quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Tá, mas isso saiu de onde?

Este é um espaço para reivindicar promessas. Um canto para cobrar o devido.

A história:

Somos alunos de criação com algo em comum: Uma promessa feita ao vento.

Nossa história começa no primeiro dia de aula, para isso teremos que voltar três meses.

Todos trocam olhares desconfiados e meio estremecidos, reações normais de quem nunca se viu na vida.

(vamos contar resumidamente, como flashes de lembrança)

Eles preparam um delicioso café para todos, mas se mostram durões, intransponíveis.

Suas apresentações são de deixar qualquer um grudado na cadeira, atônito, surpreso, admirado. E para acabar com os recém chegados, são chamados para depoimento os veteranos, os camaradas que já passaram por tudo o que vamos passar. Seus olhares satisfeitos, olhares de quem foi cobaia e adorou, de quem aprendeu com os...

No palco:

“Eu sou tal! Faço tal! E atendo Tal” – neste momento todos se reviram nas cadeiras.

“Agora vamos conhecer vocês” – na fileira da frente todas as pernas se estressam frenéticas ao mesmo tempo.

“Aqui diz que você gosta de música, seja mais específico” – Opa! Deixei minha cadeira cair para trás.

Nas cadeiras:

“Gosto de futebol e sou gremista, meu sonho é ser centrovolantelateralgânduladodarlei” – Um tapa na mesa. Uma fase: “ganhou um olympikus”. (as cadeiras se remexem sem parar).

“Adorei aquela campanha com o cara que jogava coisas do prédio e outro cara que passava na rua e agarrava tudo, sabe?” – Um palavrão. Uma frase: “ganhou um olympikus”.

Antes de outro aluno dizer qualquer coisa ele identifica o modelo do seu tênis. Uma reação ainda não expressada seguida de um palavrão. Uma frase: “ganhou um olympikus”.

Voltamos aos dias atuais. Para a última semana de aula.

Sábado, dia 1 de dezembro de 2007.

Alunos embriagados de esperança saem para protestar. “Afinal”. Existem BILHÕES de tênis por ai, mas...

Estamos a caminho. Aguardem...

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